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Loriga - Serra da Estrela

Gastronomia de Loriga

-Sopa de Feijão e de couves
-Cabrito à Serrana
-Feijão à Loriguense
-Broa de Milho
-Queijo de ovelha e cabra
-Requeijão e Queijo Fresco
-Bolo Negro
-Pão de Ló
-Broinhas
-Leite creme à Loriga
-Arros Doce
-Aguardente de Zimbro
-Vinho do Dão

Lareira antiga

 

"Os Enchidos de Loriga"
São verdadeiramente considerados muito bons
e, por isso, de reconhecida fama os enchidos
feitos em Loriga, nomeadamente Chouriço de Carne, Farinheira e Morcela.
Sendo essencialmente de fabricação caseira e para consumo local, não deixa de ser realmente curioso o facto de terem sempre, existido em Loriga, pessoas vocacionadas para dar a
estes enchidos tradicionais um paladar
inconfundível e único, e do melhor que se
pode encontrar.

Arroz Doce à moda de Loriga
É uma das Sobremesas que faz parte da
Gastronomia de Loriga e de maneira alguma
poderá faltar nas Festas, casamentos e
baptizados dos Loriguenses.
Receita:
150 gr.de arroz
1 lt. de leite
150 gr. de açúcar
1 casca de laranja seca
e Canela
.
Deita-se num tacho a água até cobrir
o arroz e p
õe-se ao lume para abrir.
Deita-se a casca de laranja e uma pitada
de sal, em seguida vai deitando-se o leite
aos poucos até cozer o arroz sempre
mexendo. Depois serve-se em travessa que
polvilha com canela ornamentando com
os mais variados desenhos, principalmente
flores.
Acompanha com leite creme.

Leite Creme Torrado à Loriga
Sobremesa tradicional que obrigatoriamente
pertence à Gastronomia Loriguense e normalmente
para acompanhar com o Arroz Doce.

Receita:
0,5 lt de leite
250 gr. de açúcar
2 colheres de chá, de farinha maizena
1 casca de limão
4 gemas de ovos
.
Põe-se o leite ao lume com raspa de limão
e antes de ferver junta-se a farinha com o
açúcar mexendo sempre.
Juntam-se as gemas batidas fora do lume
para não talharem e vai novamente ao lume
até engrossar.
Deita-se numa travessa e polvilha-se com
açúcar, depois com uma pá em brasa queima-se.
Pode ainda ser servido junto com farófias.

Requeijão da Serra da Estrela
Caracterizado como queijo de origem serrana o Requeijão da Serra da Estrela é sem dúvida o mais apreciado. Feito à base de leite exclusivo de ovelhas da região, é elaborado com o soro que escoa da francela durante a laboração do queijo e que é, de seguida aquecido a temperaturas próximas da ebulição. Depois de obtida a massa pastosa que constitui o Requeijão, esta é distribuída por pequenos açafates de verga fina, os quais se podem retirar logo que a parte líquida denominada sorelho ou rescaldão deixe de correr ao ganhar maior consistência.

Bolo Negro de Loriga
Bolo tradicional feito em Loriga
que foi sempre muito apreciado,
sobretudo quando cozido nos antigos
fornos públicos de lenha.
Receita:
4 ovos 300 gr. de açúcar 300 gr. de farinha
1 colher de sobremesa de canela
1 colher de chá de Bicarbonato de Sódio
1/8 lt. de leite.
Batem-se muito bem os ovos com o açúcar,
juntam-se a canela o leite e a farinha
misturada com o bicarbonato.
Leva-se ao forno a cozer em forma
untada com manteiga e polvilhada com farinha.

Pão de Ló
Este Bolo tradicional em Portugal, é feito por todo o país e, em algumas zonas, até com certa fama. Quando feito à moda de Loriga é popularmente chamado "Pão Leve" sendo reconhecidamente muito apreciado pelo seu sabor delicioso.

Queijo Fresco
Apenas feito para consumo caseiro, este queijo feito em Loriga é, no entanto, de muito bom e excelente sabor.

Cabrito Assado à moda de Loriga
Um dos pratos mais tradicionais, e que faz parte da
Gastronomia de Loriga é, sem dúvida, o Cabrito Assado
o qual, por norma, não deverá ter mais do que 3 a 5 Kg.
Ingredientes:
Alho, pimenta branca, sal grosso, louro, cebolas, colorau, salsa
banha, azeite, vinho branco,
Receita:
Limpe e lave bem o cabrito e, algumas horas antes de o assar, esfregue-o muito bem
por dentro e por fora com os ingredientes.
Coloque o cabrito num tabuleiro de preferência grande e de
barro, e com os restos dos ingredientes volte novamente a
esfregá-lo, bem como as batatinhas que devem ser das mais
pequeninas e que as colocará à sua volta.
Leve a assar em forno de lenha ou de padeiro, devendo ficar
bem tostadinho, mas não seco.

Milho:
Muito cultivado em Loriga, em belos socalcos, era das principais culturas nesta localidade.
O Milho é da família das Gramíneas e, embora a origem da planta seja ainda hoje um mistério, pode afirmar-se que era o alimento básico das culturas americanas, muitos séculos antes dos europeus chegaram ao novo mundo. Com o descobrimento da América foi introduzido nos países mediterrâneos donde se difundiu rapidamente.
Broa de Milho de Loriga:
A Broa de Milho desta localidade é muito afamada e muito
apreciada, havendo até quem diga que esse facto se deve às águas
de grande qualidade existentes nesta região.

Broa de Milho

Região da Serra da Estrela:

Especialidades

Queijo da Serra da Estrela

Queijo da Serra
Origem:
-l
eite de ovelha cru
com cardo
"cynara Cadunculus"

Carecterísticas:
-amanteigado de
sabor suave e
aroma forte

Vinhos de Região:

Região classificada

Vinho

Denominação de Origem
Controlada:
-Dão

Indicação de Proveniência
Registada
-Castelo Rodrigo; Pinhel;
Cova da Beira; Covilhã

"Miscaros"
Cogumelos da família das Poliporáceas, encontram-se com frequência
em Portugal, normalmente nos pinhais, sendo também cultivados.
Na região circundante de Loriga, nascem com uma certa abundância
, começando justamente
a aparecer aquando das primeiras chuvas do Outono. São muito
procurados pelos pinhais, para consumo caseiro, sendo muito apreciados pela população desta localidade.

Resina dos pinheiros

Resina dos Pinheiros:
É um produto natural, viscoso, extraído dos pinheiros,
de alto valor e de grande utilização industrial. É uma exploração muito comum em regiões de muitos pinhais, sobretudo no norte do país.
A exploração da resina dos pinheiros bravos na região de Loriga
vem de longe, tendo até épocas de muita movimentação
laboral Há alguns anos a esta parte tem, no entanto, vindo a
decrescer, devido, em parte aos muitos incêndios que se têm verificado e que têm devastado as florestas de norte a sul do país.

"Zimbro"
Arbusto rasteiro e espontâneo com tronco e casca
rugosa e cinzenta, que pertence à família das Pinásceas
.
Sobrevive e tem como meio habitat terrenos expostos ao
Sol, nas grandes altitudes, geralmente até aos 2.500 metros,
por isso muito frequente na Serra da Estrela. Os seus bagos estimáveis servem para tratamento e curas medicinais, sendo também muito utilizado em aguardente devido ao seu poder aromático e fertilizador.

Planta do Zimbro

Castanheiros:
Na região de Loriga existem, com uma certa abundância, estas espontâneas árvores, normalmente de grande porte
pertencentes à família das Castanáceas (ou Fagáceas)
É produtora de frutos comestíveis (castanhas) e ainda de preciosa madeira.

O cão "Serra da Estrela"
As origens desta raça canina não estão bem situadas
no tempo, mas pode-se afirmar, sem dúvida, que vêm
de épocas remotas, pois já no tempo de Viriato, aquando
das lutas entre Lusitanos e Romanos, ele existia nos
Montes Hermínios e ajudava os seus habitantes nas
artes bélicas.
É um cão considerado de luta e de guarda, de grande
corpulência e de proporções harmoniosas e belas, apresenta
uma boa musculação apoiada num suporte esquelético forte
e bem desenvolvido.
A raça tem duas variedades de pêlo:- a de pêlo curto e
a de pêlo comprido.
A segunda variedade, a de pêlo comprido, é considerada,
pela maioria das pessoas, com a mais bela. Isto fez com
que se deixasse quase de criar a variedade de pêlo curto.
O cão da serra chega atingir 72 cm de altura e 50 Kg de peso
raça muito sóbria e de grande resistência à doença, muito
pouco exige aos seus proprietários, a sua dedicação aos
donos é sobejamente conhecida, não hesitando em perder
a vida para salvar os seus donos, tendo para as crianças
uma simpatia especial.
De "boa boca" come de tudo adora a liberdade, onde ande
corra e cheire à vontade.

Objectos característicos de Loriga no tempo

Bugia (1970)

Bugia (1970)

Mó de Moinho antigo (1965)

Mó de um Moinho antigo (1965)

Carro do Lixo (1980)

Carro do Lixo e Vassoura de varrer as ruas (1980)

Lancadeiras de Teares no ano 1961

Lançadeiras de teares (1961)

"Forquilha" Juntamente com uma corda servia para atar os molhos

"Forquilha" (1964)

Chocalho do ano de 1922 (pertenceu a um Rebanho de Loriga)

Chocalho (1922)

 
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